Aceitação: Uma arte para bem viver

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Para estarmos próximos de viver com bem-estar, em crescimento constante, devemos aprender a deixar ir embora situações ou pessoas que não oferecem boa qualidade de vida. Geralmente custa para se desapegar das coisas, pois o ser humano sente-se mais seguro diante do conhecido. Só que o medo de encarar o desconhecido trava a possibilidade de vir algo melhor, além da dificuldade em se melhorar somente na esfera do que se conhece.

Mudanças, crescimento, melhorias, vêm do desconhecido, aquele que amedronta porque mexe com a zona de conforto e diante da perda de algo a que estamos acostumados, surgem o medo e a incerteza. Só que, as pequenas infelicidades diárias são gotas que minam a possibilidade de uma vida melhor:

– Uma relação que não traz felicidade, trabalho que amargura a existência, amizade improdutiva, família castradora… há muitas situações e pessoas ao nosso redor que vampirizam nosso bem-estar, sugam nossa energia e, no entanto, insistimos em continuar apegados a isso.

“Aceitação não é resignação”

A vida oferece inúmeras possibilidades para transformações, as grandes oportunidades de coisas novas, onde não vale a pena o apego ao que não funciona mais. É auto sabotagem se conformar com uma qualidade de vida inferior, assim como reclamar, colocar a culpa nela (a vida) dizendo que ela é dura (LOC externo), enquanto é o próprio responsável pela falta dos bons resultados. Somos nós mesmos quem melhoramos nossas próprias vidas, quando sabemos deixar que ela flua naturalmente.

Ao longo da jornada existem etapas que não são como as desejadas, e a saída para o bem-estar emocional está na aceitação. Aceitar o que não pode ser mudado é de vital importância para seguir em frente e para a abertura de novas oportunidades. Quem já não desejou uma realidade diferente à vivenciada? Quem já não errou (obs: erro é uma percepção pessoal, relativa e temporal)? Quem já não se incomodou com o modo de vida do outro?

Nas situações que geram mal-estar, devemos refletir se é possível fazer algo para solucioná-la, e se houver, traçar um plano e agir em cima dele. Mas, caso perceba que não há nada a ser feito e desejar seguir em frente, deve aceitar a realidade para não sofrer mais do que necessário. Lutar contra algo intransponível é puro desgaste de energia, é inútil e prejudicial. A aceitação cria a possibilidade de seguir em frente sem estagnação e infelicidade.

“A aceitação é uma porta mágica que se fecha para os problemas e se abre para as oportunidades” (Rafael Hernampérez)

Deixar ir embora não costuma ser tarefa fácil. Normalmente, na percepção da perda de algo que importa, vem a busca por respostas. A necessidade de explicações costuma pressionar a obtenção das respostas. Tudo causado pela falta de aceitação.

Muitas pessoas acreditam na crença de que para conquistar algo, têm que se sacrificar. Esta crença é “furada”! O sacrifício não correspondido frustra e estagna. Algo vale a pena quando flui naturalmente, com os desafios que aparecem sendo superados, quando existe reciprocidade e continuidade no eterno dar e receber. E eles acontecem quando existe alinhamento ao programa existencial.

Desapego, reciclagem, também se aplicam a ideias, mesmo fora de contexto, para que surja a felicidade. Muitas vezes, ao invés de deixar ideias, vindas naturalmente à mente, fluírem, nos esforçamos por fazer as coisas acontecerem à nossa maneira, conforme a própria vontade, para manter algo que não deveria existir (o controle). Não pensar ajuda, pois aflora a intuição gerando a oportunidade de aproveitar melhor o momento como ele é, com o que nos foi ofertado, sem tentar mudá-lo, aceitando tudo como está. Se adaptar ao que existe, ao que a vida proporciona, não ao que a expectativa, ao que a criação do ego, quer.

“Entre as margens da dor e prazer o rio da vida flui. É só quando a mente se recusa a fluir com a vida e fica presa nas margens, que se torna um problema. Fluir quer dizer aceitação, deixar vir o que vem e ir o que vai.” (Sri Nisargadatta Majarj).

Faça uma reflexão: “Ao que estou me apegando e que preciso deixar ir?”

Quando tiver a resposta, passe imediatamente a ação.

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