Ter necessidade de alguém é uma ilusão

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Quando a pessoa não tem consciência de si mesma, sente necessidade de depender de alguma forma de outras pessoas e a querer que estas se comportem conforme a sua própria vontade, ou que se faça sentir aceita.

Muitas vezes, aspira que outras pessoas preencham seu coração com amor, com respeito, mostrando desta forma que não está feliz com os próprios sentimentos, consigo mesma. Esta necessidade é o contrário de amar; de se respeitar! Respeito e amor são de dentro para fora, enquanto necessitar é atrair (vibração da carência), é de fora para dentro.

Necessidade é uma ilusão, normalmente fruto de baixa autoestima, do distanciamento do amor próprio. Ela advém de espaços criados pela própria energia enfraquecida. Estes (espaços vazios), pela necessidade de serem preenchidos, sugam a luz e a energia alheia (vampirismo energético) buscando se complementar. São contrários ao “auto-amor” e ao respeito próprio, que exalam luz e boas energias.

Fritz Perls (1893-1970), médico psiquiatra alemão, fundador da Terapia Gestalt diz:

“Nossas dependências nos tornam escravos de nós mesmos, especialmente se somos dependentes da nossa auto-estima. Enquanto precisarmos de encorajamentos, reconhecimentos, elogios, tapinhas nas costas daqueles que nos cercam, estaremos tornando-os (os outros) nossos juízes.”

Faz sentido!

Qual a sua escolha?

mulher_prisãoHá pessoas que se perdem em lamúrias, se queixam de forma lamentosa, tão viciadas em sofrer, que não conseguem sequer imaginar como é uma vida tranquila; outras, simplesmente meditam em cima do que acontece procurando um claro entendimento por uma solução mais objetiva.

O verdadeiro problema é a atitude mental e não o que acontece.

Assim sendo, neste exato momento, pare e reflita: que tipo de pessoa eu sou? Alguém que apenas se queixa e se faz de vítima ou alguém que assume a responsabilidade perante a própria vida e as reações emocionais vivenciadas?

A remoção dos obstáculos começa com o perdão. Há alguém que você precise perdoar? Há rancor em sua vida, obscurecendo sua mente e seu coração? E, o mais importante de tudo: até que ponto os eventos têm se repetido em sua vida simplesmente porque se acostumou a deixar que tudo aconteça sempre do mesmo jeito?

Siga com gratidão pelo que conquistou até o momento. Mesmo que não seja o esperado, é fruto do seu trabalho e do seu merecimento. São os desafios que teve que compreender e superar para chegar aonde chegou, os aprendizados que a vida proporcionou especificamente a você. Não os menospreze, nem os minimize, pois isso é sinal de arrogância e falta de gratidão com o universo. Não se perca no que ainda (só ainda) não conquistou. Seguir em frente, refletindo sobre o real valor (para você e os outros) que essa realização vai trazer, é fundamental para decidir como continuar. E, atenção ao ego; ele gosta de “pregar peças”.

Toda ação reflete os sentimentos, repercute nas energias, interagindo com a lei da atração; ou seja, pensamentos, visões, oportunidades se modificam. A vida está em constante movimento.

Pensar e agir a respeito são obrigações de quem quer se tornar uma pessoa melhor e aperfeiçoar os resultados da própria vida.

Aceitação: Uma arte para bem viver

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Para estarmos próximos de viver com bem-estar, em crescimento constante, devemos aprender a deixar ir embora situações ou pessoas que não oferecem boa qualidade de vida. Geralmente custa para se desapegar das coisas, pois o ser humano sente-se mais seguro diante do conhecido. Só que o medo de encarar o desconhecido trava a possibilidade de vir algo melhor, além da dificuldade em se melhorar somente na esfera do que se conhece.

Mudanças, crescimento, melhorias, vêm do desconhecido, aquele que amedronta porque mexe com a zona de conforto e diante da perda de algo a que estamos acostumados, surgem o medo e a incerteza. Só que, as pequenas infelicidades diárias são gotas que minam a possibilidade de uma vida melhor:

– Uma relação que não traz felicidade, trabalho que amargura a existência, amizade improdutiva, família castradora… há muitas situações e pessoas ao nosso redor que vampirizam nosso bem-estar, sugam nossa energia e, no entanto, insistimos em continuar apegados a isso.

“Aceitação não é resignação”

A vida oferece inúmeras possibilidades para transformações, as grandes oportunidades de coisas novas, onde não vale a pena o apego ao que não funciona mais. É auto sabotagem se conformar com uma qualidade de vida inferior, assim como reclamar, colocar a culpa nela (a vida) dizendo que ela é dura (LOC externo), enquanto é o próprio responsável pela falta dos bons resultados. Somos nós mesmos quem melhoramos nossas próprias vidas, quando sabemos deixar que ela flua naturalmente.

Ao longo da jornada existem etapas que não são como as desejadas, e a saída para o bem-estar emocional está na aceitação. Aceitar o que não pode ser mudado é de vital importância para seguir em frente e para a abertura de novas oportunidades. Quem já não desejou uma realidade diferente à vivenciada? Quem já não errou (obs: erro é uma percepção pessoal, relativa e temporal)? Quem já não se incomodou com o modo de vida do outro?

Nas situações que geram mal-estar, devemos refletir se é possível fazer algo para solucioná-la, e se houver, traçar um plano e agir em cima dele. Mas, caso perceba que não há nada a ser feito e desejar seguir em frente, deve aceitar a realidade para não sofrer mais do que necessário. Lutar contra algo intransponível é puro desgaste de energia, é inútil e prejudicial. A aceitação cria a possibilidade de seguir em frente sem estagnação e infelicidade.

“A aceitação é uma porta mágica que se fecha para os problemas e se abre para as oportunidades” (Rafael Hernampérez)

Deixar ir embora não costuma ser tarefa fácil. Normalmente, na percepção da perda de algo que importa, vem a busca por respostas. A necessidade de explicações costuma pressionar a obtenção das respostas. Tudo causado pela falta de aceitação.

Muitas pessoas acreditam na crença de que para conquistar algo, têm que se sacrificar. Esta crença é “furada”! O sacrifício não correspondido frustra e estagna. Algo vale a pena quando flui naturalmente, com os desafios que aparecem sendo superados, quando existe reciprocidade e continuidade no eterno dar e receber. E eles acontecem quando existe alinhamento ao programa existencial.

Desapego, reciclagem, também se aplicam a ideias, mesmo fora de contexto, para que surja a felicidade. Muitas vezes, ao invés de deixar ideias, vindas naturalmente à mente, fluírem, nos esforçamos por fazer as coisas acontecerem à nossa maneira, conforme a própria vontade, para manter algo que não deveria existir (o controle). Não pensar ajuda, pois aflora a intuição gerando a oportunidade de aproveitar melhor o momento como ele é, com o que nos foi ofertado, sem tentar mudá-lo, aceitando tudo como está. Se adaptar ao que existe, ao que a vida proporciona, não ao que a expectativa, ao que a criação do ego, quer.

“Entre as margens da dor e prazer o rio da vida flui. É só quando a mente se recusa a fluir com a vida e fica presa nas margens, que se torna um problema. Fluir quer dizer aceitação, deixar vir o que vem e ir o que vai.” (Sri Nisargadatta Majarj).

Faça uma reflexão: “Ao que estou me apegando e que preciso deixar ir?”

Quando tiver a resposta, passe imediatamente a ação.

Oportunidades não são dúvidas no SE, mas no QUANDO!

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“A maior parte do nosso tempo tropeçamos no escuro.”

Seguir em frente, sem saber o rumo certo nem bem o que fazer, acreditar em mudanças e fazê-las acontecer, requer grande força de vontade. A maioria das pessoas se contamina pela fantasia de que por um passe de mágica ou porque “Deus” irá querer, tudo mudará. Se não mudou, foi porque “Ele” não quis, e seguem no mais frustrante serviço de terceirização criado pela humanidade.

Não basta somente se pôr em movimento: uma roda gigante se movimenta, mas não sai do lugar, não leva a novos resultados e só repete os mesmos altos e baixos.

Se satisfazer com um pequeno ganho aqui, um aumento salarial ali (difícil hoje em dia, só no dissídio), um tapinha nas costas de reconhecimento, um chope com o pessoal (para relaxar que ninguém é de ferro), não elimina a angústia, a sensação de incompletude e frustração dentro do peito. Vão-se os inúteis dias úteis com a ânsia pela sexta e o “findi” de descanso e diversão. Cinco dias de tédio, dois velozes dias de “paz” somados a uma depressiva noite anterior à nova jornada da morte.

Independentemente de sentir-se no lugar errado, fazendo o que não gosta, submisso a alguém indevido, poucos fazem algo de concreto para mudar a própria vida. Vão na aba da sociedade que cria empregados pagadores de contas: trabalhe para se sustentar. Passam a ter status de “luxo” aqueles que têm um “estável” emprego público. O problema é que esta estabilidade costuma estar abaixo da linha da felicidade.

Ainda é pouco o incentivo: “trabalhe para ser feliz naquilo que você ama!”

“Superar limites, em busca da realização do propósito de vida, não é para qualquer um. Mas, aqueles que conseguem vivem uma vida que poucos imaginam.”  Livro Anonimato

Sempre (mesmo sendo um termo pouco indicado) alguma luz se acende para a grande maioria das pessoas. O comum é que não a identifiquem, que o medo paralise, uma dificuldade em enxergar o todo. Irônico: quando enfim a luz se acende, ela cega. Pura falta de hábito.

Não existe sucesso imediato, leva tempo e exercício de paciência. Paciência não é passividade, ela é atividade, ação que traz junto a perseverança e a persistência. Paciência é um estado de fazer o que deve ser feito com a tranquila consciência que etapas devem ser cumpridas para atingir o sucesso que está mais à frente.

“Sucesso é darwiniano.”

Sucesso existe e pode ser alcançado por qualquer um, mas não será. Tem a ver com sucessão, não no sentido etimológico, mas no sentido prático. Gradativo, ele é construído através de uma sucessão de fatos, decisões, decepções, percepções, tensões, alegrias e boa dose de resiliência.

“A vida não nos dá certeza de nada. Somos nós que criamos as certezas para a vida.”

E assim, com baixa confiança, a maioria das pessoas segue em frente desperdiçando suas boas oportunidades. Mas… um dia elas voltam. Oportunidades são cíclicas. É comum a perda das oportunidades que aparecem no decorrer da jornada. Elas insistem, de novo, de novo e de novo, com a maioria das pessoas, sem se cansarem, insistindo em deixá-las passar, de novo, de novo e de novo. Normalmente são involuntárias.

Mas elas voltam, sempre voltam. A questão é: QUANDO?!?!

Construção

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Estagnação e falta de resultados não cessam simplesmente quando a pessoa passa a pensar positivamente. Existe muita ilusão sendo vendida no mercado sob a ideia de “pensamento positivo”. A teoria é até bonita mas, na prática, não se muda as coisas apenas a partir do pensamento e sim a partir das atitudes e – principalmente – da paciência e a persistência.

Lógico que o pensamento é importante pois é o início de tudo e o guia constante, para isso ele precisa estar com boa sintonia para trazer reflexões, ideias e interações. Mas este é um “jogo” um pouco mais complexo, tem outros jogadores.

Tipo:

  • Iniciativa
  • Pesquisa
  • Reflexão
  • Ação
  • Persistência
  • Grupalidade
  • União
  • Disciplina
  • Organização
  • Resiliência
  • Paciência
  • Autoestima
  • Simplicidade
  • … com certeza estou esquecendo outros!

Todos jogam em algum momento.

Não se deve esperar pela condição perfeita, começa-se com o que está a mão. Versões betas existem para isso. Vale pagar o preço e sair da estagnação. Melhor uma decisão não tão correta do que a paralisia da indecisão. Com o tempo e a sensibilidade, vai se colocando cada um dos jogadores em campo, conforme a estratégia e a necessidade.

O mundo está cheio de pessoas com excelentes ideias, mas que não vão dar em nada, pelo menos para elas, até que um “certo alguém” (lembrei do Lulu) se encontre com ela (a ideia) e tenha força de vontade suficiente para persistir e colocá-las em prática. Aí virá uma grande dor de “corno”, por ter perdido a grande oportunidade desta vida. ACREDITE: É muito ruim!!!

Mas, vamos entender: grande, mas não única!

Perder alguma oportunidade, não chegar ao final de outra, investir tempo, energia, emoções em algo que não deu certo, faz parte do processo, das descobertas e das construções. Elas mostram o real caráter e disposição em se fazer um indivíduo melhor. A Google é uma gigante, comprou centenas de empresas, criou milhares de novos negócios, mas mais de 30% não deram certo. O segredo está em tornar os erros produtivos, tanto em aprendizado como em resiliência. Em se tornar uma pessoa melhor, com maior razão de ser e de buscar fazer aquilo a que se destina fazer.

O resultado não vem na velocidade da expectativa, aparece a dúvida sobre estar no caminho certo, fazendo a coisa certa da maneira correta. É natural e faz parte do jogo. Só precisa atenção, pois ela (a dúvida) traz um conselheiro a quem não se deve dar ouvidos: o medo!

Como a construção de uma casa, tem que cimentar cada insignificante tijolinho. Mas, sem eles, não existirá uma casa construída. Não importa o quanto não apareçam no resultado final, sem eles não há uma casa. Deve-se colocar amor, atenção e as melhores energias em cada tijolo da “construção”. Isso faz uma grande diferença no resultado final.

Mãos a obra!! (sem trocadilhos) 😉

COMPREENSÃO E EXPANSÃO

universo_homem_só“Uma grande conquista humana: saber compreender e respeitar o diferente momento evolutivo em que cada ser se encontra.”

O processo evolutivo consciencial se dá através de pura expansão, de dentro para fora, pois toda mudança começa entre a pessoa com ela mesma.

Primeiro, e acima de tudo, eu começo a me entender, me aceitar, a viver bem comigo mesmo, para em seguida virem aqueles que estão mais próximos, em estreita ligação de identificação, de semelhança frutos de muitas experiências conjuntas e por isso mesmo formam a minha atual família.

Continuo o processo, entendendo cada etapa, me reconhecendo cada vez mais, expandindo minha percepção, minha tolerância, a compreensão e aceitação com aqueles que escolhi como amigos, que fazem parte dos meus círculos há “algum tempo”.

A expansão continua para o bairro onde vivo, para a minha cidade, estado e país. Neste processo, cada melhoria da compreensão, da tolerância, da aceitação reduzem o egoísmo, sutilizam minhas energias que passam a se expandir mais facilmente, acompanhadas dos atributos conquistados e aplicados ao principal foco do processo: assistência mais eficaz a todo aquele que está ao meu redor. Sem eles, conquistados através de muita autopesquisa, coragem e resiliência, o processo não evolui.

Assim, em determinado momento, passo a ter o vislumbre do que é esta minha grande família planetária, a ponto de distinguir, compreender e aceitar a todos, como única essência. Zero grau de preconceito, independentemente de serem humanos, sub-humanos, vegetais, microscópicos, minerais ou seja lá o que existir mais, nas diversas dimensões ao meu redor.

Em algum momento deste processo, após milênios, estarei preparado para o completo entendimento e aceitação da real família: a universal. Mais ampla e mais em conta ao conceito de policarmalidade*.

Quem sabe, então, terei alcançado uma pequena capacidade de compreender o que está além do nosso universo, e que outras famílias podem nos aguardar.

*Qualidade consciencial da pessoa em expressar seu nível de assistência maxifraterna, expandida, ampla e atacadista, sem interesse em retorno pessoal.

Anonimato (trecho)

dois caminhos
– E como pensa?

– Que as pessoas insistem no que não é para elas. Como foram ensinadas a não desistir facilmente, seguem em frente batendo a cabeça.

– Isso até encontrar a vitória, o prêmio por não ter desistido.

– O que é vitória, uma conquista? A conquista de algo que não é para a própria pessoa é uma vitória? O ego empurra para este abismo, por isso existem turbilhões de pessoas infelizes: conquistam o que não é para elas.

Aron busca entender o que ele diz, ele continua:

– Ninguém está aqui a passeio, sempre há algo a ser feito. Evoluir é aprender e só pode vir do novo, do desafio que amedronta, onde a maioria desiste por causa da lei do menor esforço.

O medo é uma força. Dicotômico não?

Sucesso tem lei darwiniana. Um conjunto de coisas simples mas trabalhosas, onde o primeiro passo é descobrir o propósito de vida.

– Como conhecer este propósito? – pergunta Aron.

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